Num país tropical como o Brasil beber a quantidade adequada de água é essencial para a boa prática desportiva. No verão a atenção deve ser redobrada, as atividades físicas se intensificam, há maior exposição ao sol e a desidratação acontece naturalmente. Não se deve confiar na sede como indicador de boa hidratação, se ficou com sede é porque já está faltando água.
Um método muito utilizado para saber quanto desidratamos na atividade física é pesar antes e depois das atividades, para cada 500g (meio Kilo) perdidos deve-se beber 3 xícaras (aprox. 600mL) de água.
Regra geral
Antes dos exercícios beber de 400 a 600ml de água pelo menos 2 horas antes
Durante o exercício beber de 150 a 350ml a cada 15 ou 20 minutos
Depois do exercício beber os 600ml recomendados para cada meio kilo perdido
Em 17 de Janeiro, de 2011, Universidade do Pernambuco, no Recife, publicou no Reproductive Health Jornal um estudo sobre os efeitos da suplementação de ácidos graxos essenciais no tratamento da Síndrome Pré Menstrual e sua relação com os níveis sanguineos de prolactina e do colesterol total.
O estudo foi realizado com 120 mulheres, utilizando a suplementação de acidos graxos essenciais como acido gamma linolenico (GLA), acido oleico, acido linoleico, outros acidos graxos poliiunsaturados e vitamina E, por 15 dias antes do período pré menstrual, durante 6 meses.
O estudo demonstrou que os ácidos graxos essenciais auxiliam a reduzir os sintomas desagradáveis da Síndrome, vivenciados por mais de 80% das mulheres no período pré menstrual. Também demonstrou que o efeito pode estar relacionado com a regulação da sensibilidade à prolactina, que pode melhorar com a utilização desses ácidos graxos.
Para aumentar a oferta desses acidos graxos essenciais no periodo sugerido pela pesquisa basta incluir na alimentação, sementes oleosas como girassol, linhaça, gergelim, castanhas, nozes, amêndoas e peixes como a sardinha, o bacalhau, o atum, o salmão...
Consumo de salgadinhos industrializados afetando a saúde das crianças
Os corantes e demais aditivos presentes nos alimentos industrializados podem afetar a saúde quando ingeridos com frequência e em grande volume. Os pais têm o dever como educadores conscientizar seus filhos a fazer o consumo de salgadinhos industrializados de forma recreativa nos momentos mais propícios, evitando assim a troca de alimentos saudáveis pelos industrializados.
Um grupo de pesquisadores da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) constatou que os cogumelos são ótimos aliados no combate ao envelhecimento das células e exercem importante participação nas reações metabólicas. Para completar, eles possuem pouquíssimas calorias. Em cada 100 gramas de shitaki ou shimeji, por exemplo, há apenas 35 calorias.
Foram analisadas dezessete espécies de cogumelos em um período de dois anos. Cada tipo de cogumelo apresentou uma composição nutricional deferente. Um dos fatores que influencia é a forma de cultivo. O trabalho se baseou em três espécies de cogumelos cultivados e comercializados no Brasil: a Agaricus bisporus – o conhecido champignon de Paris; a Lentinula edodes – o shiitake; e a Pleorotus ostreatus – o shimeji.
A preocupação inicial foi determinar, na composição das três espécies, as porcentagens de água, carboidratos, proteínas, fibras alimentares e lipídeos. Na segunda etapa do estudo, foram avaliadas metodologias para determinação simultânea de vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12, H e PP), além da determinação da vitamina C e folatos e das quantidades de fósforo, já que as informações preliminares consideravam os cogumelos como fonte desses nutrientes.
Confira o resultado:
Vitamina B1 Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 0,08mg Ingestão diária recomendada: 1,2mg
Vitamina B2 Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 0,30mg Ingestão diária recomendada: 1,3mg
Ácido fólico Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 1014mg Ingestão diária recomendada: 400mg
Fósforo Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 113mg Ingestão diária recomendada: 700mg
Vitamina C Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 7,2g Ingestão diária recomendada: 45mg
Proteína Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 2,3g Ingestão diária recomendada: 75g
Fibra alimentar Valor máximo em 100 gramas de cogumelo: 3,9g Ingestão diária recomendada: 25g
Eles trazem diversos benefícios à saúde e, o melhor, são pouco calóricos. Por que não incluir cogumelos na sua alimentação?
Sanduíche caprese é alternativa para lanche tradicional
A nutricionista Cynthia Antonaccio ensina a fazer um sanduíche que é alternativa aos lanches tradicionais, como o bauru e o misto quente.
Ótima opção para lanches da manhã para quem treina no horário do almoço e como lanche da tarde para quem treina à noite, sempre 90 minutos antes do treino.
Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado
Por Anne Chaon, em Paris
Nos países desenvolvidos, o consumo de carne chega a 80 kg per capita
No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.
Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.
Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.
Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.
"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".
Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.
Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.
Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.
E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.
Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.
Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?
Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).
O número de pescaodres é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.
No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.